quinta-feira, 2 de junho de 2011

O massacre de Columbine

 


Eles não eram góticos ou solitários. Os dois adolescentes que mataram 13 pessoas e a si mesmos no suburbano colégio Columbine de Denver, há 10 anos, não faziam parte da “Máfia do Sobretudo”, não eram jogadores de videogame desafeiçoados que vestiam casacos de caubói. O massacre provocou um debate nacional sobre intimidação, mas agora foi mostrado que Eric Harris e Dylan Klebold não foram intimidados. Na verdade, eles se gabavam nos diários dizendo intimidarem calouros e “viados”.
O ataque deles colocou as escolas em alerta às “listas de inimigos” feitas por estudantes perturbados, mas os inimigos na lista deles tinham se formado em Columbine um ano antes. Diferente dos primeiros relatos, Eric e Dylan não estavam tomando antidepressivos e não visaram atletas, negros ou cristãos, diz agora a polícia, citando os diários dos assassinos e relatos das testemunhas.
Uma década após Eric e Dylan terem transformado Columbine em sinônimo de raiva, novas informações, incluindo vários livros que analisam a tragédia por meio de diários, e-mails, agendas, fitas de vídeo, relatórios policiais e entrevistas com testemunhas, amigos e sobreviventes- indicam que grande parte do que foi dito ao público sobre o massacre está errado.




No dia 20 de abril de 1999, Eric e Dylan atiraram em vários colegas e professores. Faltavam apenas 17 dias para o fim do ano letivo. Eram bons alunos, porém não eram populares na escola. Preferiam os computadores às quadras de esporte. Encontraram sua turma nun grupo, A Máfia da Capa Preta. Esse grupo se baseava em um filme lançado em 1996, ''Diário de um adolescente'', no filme o protagonista Leonardo DiCaprio sofria humilhações , nos seus sonhos se via numa capa preta matando todos na escola.



Ridicularizados pelos atletas, remoíam planos de vingança e extravasam seu ódio na Internet. Eric, o cabeça do grupo tinha um site com frases e símbolos nazistas. Em seu auto retrato, escreveu: "Mato aqueles de quem não gosto, jogo fora o que não quero e destruo o que odeio". Já Dylan dizia que seu numero pessoal era 420, possivelmente uma referencia à data de nascimento de Hitler, 20 de abril, que também foi escolhido para o dia do massacre.


Em seu diário Eric mostrava toda a sua revolta e seu desejo de ser deus, enquanto Dylan mostrava grande depressão. Eric escreveu certa vez: "Eu me sinto como Deus e gostaria que fosse, para que todos estivessem OFICIALMENTE abaixo de mim". Enquanto Dylan escreveu: "Eu sou um Deus, um deus da tristeza". Uma socióloga disse que jovens como Eric e Dylan não eram solitários, eles apenas não eram aceitos pelos populares.


Não se sabe como conseguiram as armas, mas com certeza acharam na Internet a receita para fabricar as bombas. Um vizinho viu os dois, na segunda-feira, véspera do fuzilamento, partindo garrafas com um taco de basebol. Os cacos seriam usados como estilhaços nas bombas, e o vizinho não desconfiou de nada. Num exemplar do livro de formatura do colégio, Eric decidiu, com palavras escritas sobre as fotos de cada aluno quem ia morrer e quem seria poupado, escrevendo "morto'', "morrendo" ou ''salvo".
Centenas de alunos e professores, trancados nas salas, ouviam os tiros e explosões sem saber o que estava acontecendo. Muitos ligaram para casa pelos celulares, sussurrando, para pedir socorro. Eric e Dylan acompanhavam tudo pela tv da biblioteca, vendo a transmissão ao vivo do cerco à escola. No final, depois de meia hora de silêncio a SWAT invadiu a biblioteca e encontrou os corpos dos meninos cercado por outros corpos, alguns até irreconhecíveis. O sangue era tanto que a polícia divulgou estimativa de 25 mortos. Só no dia seguinte, desativadas todas as bombas, pode-se retirar e contar os corpos. 
Cassie Bernall, uma das estudantes assassinadas foi morta quando Eric e Dylan a perguntaram se ela acreditava em Deus. Se ela dissesse que não, eles poupariam sua vida, mas ela disse que sim, mesmo sabendo que seria morta. 


Ao total, 13 mortos, 21 feridos e um caso que chocou o mundo. Uma psicóloga que estudou o caso, disse que Eric e Dylan não eram garotos comuns que jogavam video games demais, nem que eram viciados em internet, eles simplesmente não eram garotos comuns.
 
 
 

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